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sexta-feira, 16 de março de 2012

32

A General (The General) - 1927

Buster Keaton nunca decepciona. Apesar de suas comédias leves e curtas, ele consegue cativar qualquer espectador com seu jeito atrapalhado e com suas histórias com um tom cômico e sério, ao mesmo tempo. Nesta, vemos Keaton com um cabelo mais comprido, engenheiro de um trem de 1861, época da Guerra Civil dos Estados Unidos, do Sul contra o Norte. Johnnie Gray (Keaton) é o primeiro a tentar se alistar, por conta de sua namorada Anabelle Lee (Marion Mack), cujo pai e irmão também iriam para a Guerra e é questão de honra fazê-lo. Porém, ele não é convocado, e fica extremamente decepcionado, já que seu namoro dependia disso. É desse ponto que surge a história principal, recheada de ação e humor: o roubo da Locomotiva de Johnnie, “ A General”.

Há várias cenas engraçadas que vale a pena ressaltar, como o modo com que ele vai tirando e colocando armadilhas nos trilhos e o trabalho corporal exigido, o qual o ator nunca mede esforços, seja cortando lenha, seja indo de um ponto a outro da máquina, para usar tudo a seu favor. O final é previsível, mas isso não compromete de maneira alguma a trama, que tem muito movimento e raramente fica cansativa. A partir do terceiro filme visto, já vemos uma preferência no modo de filmagem e até mesmo de certas cenas; nesse filme, entretanto, apesar de começar como os outros, acaba se transformando, pois encontramos uma grande movimentação, não como Sete Oportunidades ou Sherlock Jr, mas além, com uma câmera frenética captando cada trilho andado, cada expectativa do personagem, cada perseguição. A música é muito bem empregada, dando mais vida às fugas, mas ela acaba se repetindo diversas vezes, algo bem perceptível. A câmera é bem diversificada, tanto em movimento quanto parada, mas sem perder o ritmo do filme. Não sei como Charles Chaplin pode ser endeusado e Buster Keaton não. Acho os dois geniais.

Super recomendado, para ser visto em um domingo à tarde, para aqueles que quiserem fugir dos programas dominicais massacrantes ou de um filme que já tenha passado 800 vezes na TV. Mas, ele ainda é preto e branco e mudo, então talvez algumas pessoas possam vir a ter preconceito, como um dia eu já tive. Estas perderão um filme muito gostoso de assistir, diga-se de passagem. Vale a pena ver antes de morrer!

4 Estrelas ! Apenas não darei 5 porque Sherlock Jr. ainda é meu preferido, até por ter sido o filme em que conheci o grande trabalho de Keaton!



EUA/Mudo P&B (Sepiatone)/75 min
Direção: Clyde Bruckman, Buster Keaton
Produção: Buster Keaton, Joseph M. Schenck
Roteiro: Al Boasberg, Clyde Bruckman
Fotografia: Bert Haines, Devereaux Jennings
Música: Robert Israel, William P. Perry

Elenco:

Marion Mack
Charles Smith
Richard Allen
Glen Cavender
Jim Farley
Frederick Vroom
Joe Keaton
Mike Donlin
Tom Nawn
Buster Keaton


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

25


Sete Oportunidades (Seven Chances) – 1925

Este filme é muito gostoso de assistir. Não como Sherlock Jr, pois as risadas são mais escassas, mas é uma comédia razoável, boa para passar 1h assistindo, que é seu tempo de duração. Inicialmente, temos Buster Keaton tentando se declarar a sua amada. Depois, o filme toma outro rumo, e mesmo que saibamos o que irá acontecer no fim, Keaton nos dá cenas divertidíssimas, e algumas risadas garantidas.
A cena das pedras rolando ladeira abaixo e a das noivas em massa percorrendo as ruas atrás do rico marido são as melhores. Tudo isso embasando um roteiro onde o personagem de Keaton tem sete chances de se casar até às 19h de seu 27º aniversário, e aqui vê-se uma leve brincadeira com o número 7, no filme. Ressalto a cena em que ele se joga na água, e quando as noivas entram no rio a nado para continuar a perseguição. Keaton mostra toda sua habilidade em velocidade nessa película, que particularmente, é muito melhor que muita comédia romântica por aí.
Gosto do modo como ele dirige os filmes, e nesse não foi diferente. Temos movimentação, uma câmera com profundidade e um roteiro bobo, porém agradável.
 

3 estrelas!

EUA/ P&B Technicolor / 60 min.
Direção: Buster Keaton
Produção: Joseph M. Schenck, Buster Keaton
Roteiro: Clyde Bruckman, Jean C. Havez, Joseph A. Mitchell
Fotografia: Byron Houck, Elgin Lessley

Elenco:

Buster Keaton
T. Roy Barnes
Snitz Edwards
Ruth Dwyer
Frances Raymond
Erwin Connelly
Jules Cowles

sábado, 21 de janeiro de 2012

23


Sherlock Jr. - 1924

Que surpresa maravilhosa. Este é um daqueles filmes em que você não tem qualquer expectativa, porém supera qualquer coisa que você tenha esperado dele. Nos seus curtíssimos 44 minutos, o menor filme  de Buster Keaton faz-nos mergulhar em um mundo de sonhos cheio de acrobacias e um ritmo febril de fuga inacreditável. Além da direção impressionante, em perseguições e montagens de tirar o fôlego, Buster ainda nos presenteia com uma atuação impecável, tendo ele mesmo feito todas as cenas.

O filme conta a história de um projecionista que estuda para ser detetive (nas horas vagas e não-vagas também). Nessa trajetória, o relógio do pai de sua namorada some, e eis que surge primeiro caso do personagem. Entretanto, ele é acusado injustamente pelo roubo, quando na verdade quem o roubou foi seu rival, (Ward Crane). Triste, ele retorna ao seu trabalho e adormece, dando início a toda uma seqüência onírica sensacional.  

Destaque para a cena da tela de cinema, que nos faz entrar numa ilusão de óptica de um brilhantismo frenético, passando por nevascas, leões famintos e tudo o que um sonho pode proporcionar. Em outra cena, temos uma coreografia de passos à Charles Chaplin, maravilhosa. Devo dizer, também, que para quem não está acostumado com um filme mudo, não vai se cansar com essa média metragem deliciosa de assistir. E para fãs do gênero, ele é muito engraçado. Não consegui encontrar nenhum contra sobre o filme e digo que já sou fã desse diretor-ator espetacular. Vale muito a pena ser visto antes de morrer, inclusive conferir o trabalho de Buster, que aqui, faz alusão à psique do personagem, que foge à realidade, por não conseguir se encontrar capaz de realizar grandes feitos na vida real.

Um fato curioso é que em uma das cenas, Buster quebrou o pescoço sem perceber.

Daria 6 estrelas se pudesse.

EUA/ Mudo P&B/ 44 min.
Direção: Roscoe "Fatty" Arbuckle, Buster Keaton
Produção: Joseph M. Schenk, Buster Keaton
Roteiro: Clyde Bruckman, Jean C. Havez
Fotografia: Byron Houck, Elgin Lessley
Música: Myles Boisen, Sheldon Brown,  Beth Custer, Steve Kirk, nik  Phelps

Elenco:

Buster Keaton
Kathryn McGuire
Joe Keaton
Erwin Connelly
Ward Crane

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

18


Nossa Hospitalidade – Our Hospitality (1923)

Filmes que são divertidos e curtos sempre são gostosos de assistir, ainda mais quando se trata de Buster Keaton, que é tão engraçado quanto Charles Chaplin. Este não é um dos melhores dele, mas não fica tão atrás dos meus preferidos: Sherlock Jr e A General. Nossa Hospitalidade trata da rivalidade das famílias McKay e Canfield durante gerações, até chegar em Willie McKay, que, quando criança, foi mandado para Nova York, para não dar continuidade às mortes e nem ter conhecimento sobre a rixa familiar.


O ritmo do filme faz com que o espectador não se canse, e isso Keaton faz muito bem, em todos os seus filmes. São algumas pequenas cenas que dão a graça à película, mas a melhor se encontra no final, onde vemos Willie lutando para sobreviver em uma grande cachoeira, logo na frente de sua amada, uma Canfield que ele conheceu no trem de volta para a cidade natal, para reivindicar a posse da propriedade dos McKay. Não só essa cena, mas várias composições com sátiras à época da proposta do filme, à tradição sulista de tratar bem um hóspede mesmo querendo matá-lo; não há nada, de fato, para se tirar, nem para acrescentar ao filme. Destaque último para o jantar, na hora da prece, onde Willie acaba de saber das intenções dos Canfield de acabar com a sua vida.

Mais uma vez, Keaton faz um ótimo trabalho como diretor e ator, e não entendo como ele não tem a mesma fama de Chaplin. A fotografia do filme é também composta por ótimos cenários, e todo o filme trabalha em harmonia. Certamente merece ser visto antes de morrer, inclusive a maioria dos trabalhos de Keaton são dignos de serem reconhecidos, pois são ótimos e deveras engraçados, também.
 

4 estrelas

EUA/ Mudo P&B/ 74 min.
Direção: John G. Blystone, Buster Keaton
Produção: Joseph M. Schenck
Roteiro: Clyde Bruckman, Jean C. Havez
Fotografia: Gordon Jennings, Elgin Lessley

Elenco:

Joe Roberts
Ralph Bushman
Craig Ward
Monte Collins
Joe Keaton
Kitty Bradbury
Natalie Talmadge
Buster Keaton Jr.
Buster Keaton