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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

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O Grande Desfile (The Big Parade) – 1925



Mais uma grande produção na lista. Baseado em uma história de Laurence Stallings, King Vidor, juntamente com o produtor Irving Thalberg, presenteia os espectadores com essa maravilhosa película, com pitadas de ação e romance. A fotografia, juntamente com a música, fazem o filme ser gostoso de assistir, e ser considerado uma das pérolas do fim da era do cinema mudo, além de, claro, ter sido um tremendo sucesso na época.
John Gilbert e Renée Adorée formam o casal protagonista Jimmy e Melisande, que em meio aos preparativos da guerra acabam se apaixonando, sem ao menos conseguirem comunicar-se direito (ela era francesa e ele americano). Jimmy, filhinho de papai rico e sem perspectivas de futuro, decide se alistar por causa de sua noiva, Justyn, e acaba conhecendo Melisande, e fazendo grandes amizades no exército. Os destaques principais desse filme são as cenas grandiosas do exército, e as filmagens dos aviões, também sensacionais. O desfecho é bastante diferente, mas não ao ponto de não ser previsível. As cenas cômicas intercalando com cenas de desespero estiveram na medida certa, e o filme, no todo, não deixou a desejar em nenhum momento.
A química dos protagonistas é tocante, e os amigos de Jimmy fazem o filme ficar mais divertido e emocionante, ao mesmo tempo. Vale a pena ver antes de morrer, mas não é, de fato, um filme fora dos padrões existentes no mercado de hoje. É um daqueles filmes bonitos e com cenas excepcionais, mas que te deixa claro o que irá acontecer.
 

4 estrelas!


EUA/ Mudo P&B (seqüências colorizadas)/ 141min.
Direção: King Vidor
Produção: Irving Thalberg
Roteiro: Harry Behn, Joseph Farnham
Fotografia: John Arnold
Música: William Axt, Maurice Baron, David Mendoza

Elenco:

John Gilbert
Renée Adorée
Hobart Bosworth
Claire McDowell
Claire Adams
Robert Ober
Tom O'Brien
Karl Dane
Rosita Marstini
George Beranger
Frank Currier

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

28


Em Busca do Ouro (The Gold Rush) – 1925


 Finalmente chegamos a um denominador comum entre todos. Qualquer cinéfilo que se preze sabe quem foi Charles Chaplin e conhece sua obra mais famosa, ou de maior repercussão, que é “Tempos Modernos” (mesmo que não tenha visto, de fato). Todavia, nem todos conhecem os outros trabalhos desse grande ator e cineasta, que apesar de uma vida conturbada, fazia do seu trabalho uma verdadeira obra de arte.

Começando com o primeiro das 4 aparições dele no livro, Em Busca do Ouro faz alusão à vida dos garimpeiros de Klondike, Alasca, na corrida do ouro de 1896-1898, que muitas vezes perdiam suas vidas justamente por causa do título do filme. Charles Chaplin faz um excelente trabalho aqui, como um dos garimpeiros que enfrentam nevascas e fome, além de possíveis ursos que podiam aparecer. Nesse cenário inóspito e árido, Chaplin utiliza um humor leve e suave, e mostra que esses dois elementos antagônicos podem andar em harmonia. Há várias cenas antológicas que faz desse filme um dos queridinhos de sua carreira, como a dança dos garfos e pães e a cena da casa no penhasco, onde vemos uma montagem impressionante por parte de Chaplin, que era exigente (isso pode ser visto na própria atuação dele). E deu tão certo que não sabemos distinguir quando é maquete e quando é um tamanho real, tamanho perfeccionismo.
Além dessas cenas, temos a da galinha, onde Big Jim delira de fome e vê em Chaplin uma comida em potencial. Através dessa cena, é possível perceber a montagem fantástica para 1925, e claro, a perfeita representação de galináceo por parte de Chaplin. Há, também, a cena inicial, onde 600 figurantes aparecem enfileirados para fazer os garimpeiros; Chaplin, porém, não é o único que sustenta o filme, apesar de ser o principal a fazê-lo. Temos uma atuação ótima de Geogia Hale, que foi substituta de Lita Grey, quando esta aos 16 anos ficou grávida e casou com Chaplin, e principalmente de Mack Swain, interpretando Big Jim.
É um filme muito gostoso de assistir, e Chaplin declarou diversas vezes ao longo da vida que queria ser lembrado por essa obra. Vale a pena dar uma conferida, ainda mais a restauração de 1940, que é toda narrada e deu ao filme uma melhor compreensão e  um ritmo mais constante.

4 estrelas.


EUA/ Mudo P&B/ 72 min.
Direção: Charles Chaplin
Produção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin
Fotografia: Roland Totheroh
Música: Max Terr (versão de 1942)

Elenco:
Charles Chaplin
Mack Swaln
Tom Murray
Henry Bergman
Malcom Waite
Georgia Hale

sábado, 11 de fevereiro de 2012

27


O Encouraçado Potemkin (The Battleship Potemkin ou Bronenosets Potyomkin) – 1925

Talvez eu tenha uma opinião comprometida sobre esse filme também, dadas às circunstâncias em que vi. O encouraçado Potemkin conta a história da Rússia Czarista de 1905, que foi um presságio para a Revolução Russa de 1917 (movimento antigovernamental, se que espalhou por todo o Império Russo). Sergei M. Eisenstein tem um talento tão impressionante para profundidade que chega a assustar, tamanha realidade que traz às telas.

É um filme segmentado em 5 partes, sendo a 4ª a que considero a mais cruel, sanguinária e desumana do filme (sim, mesmo que os marinheiros, no ato 1, tenham que comer aquela carne podre, cheia de larvas), além de ser, também, a mais genial. No 4º ato (Escadarias de Odessa), temos um massacre na cidade de Odessa, e uma das cenas mais agonizantes, quando um bebê é jogado escada abaixo; há, inclusive, outra cena tocante, quando uma mãe pede clemência aos oficiais pelo seu filho que foi pisoteado, e é fuzilada.

Entretanto, seja pelo sono, seja pelas partes confusas, o filme andou meio devagar quase parando, a meu ver. Até quero ver ele de novo, pois posso estar cometendo uma grande injustiça, visto a genialidade de Sergei. Ele consegue trabalhar com um grande número de pessoas e ao mesmo tempo focar a dor de cada um, além de fazer maravilhas com o cenário e o close dramático de canhões, pessoas desesperadas e pessoas mortas, também. A sobreposição de imagens e a montagem do filme são impecáveis. Aconselho a ver esse filme em um estado totalmente alerta, senão se torna cansativo, como o foi para mim.

Por isso, darei 3 estrelas a ele, salientando que é uma grande obra e uma das mais importantes de Eisenstein.


URSS/  Mudo P&B/ 75 min

Direção: Sergei Eisenstein
Produção: Jacob Bliokh
Roteiro:  Nina Agadzhanova e Sergei Eisenstein
Fotografia: Vladimir Popov e Eduard Tisse
Música: Edmund Meisel

Elenco:

Aleksandr Antonov  - Grigory Vakulinchuk (marinheiro bolcheviche)
Vladimir Barsky - Comandante Golikov
Grigori Aleksandrov - Chefe Giliarovsky
Ivan Bobrov
Beatrice Vitoldi


N. Poltavtseva

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

26


O Fantasma da Ópera (The Phantom Of the Opera) – 1925



Talvez a minha avaliação para esse filme seja prejudicada, pois o vi com uma cópia muito ruim e sem um final, que tive que assistir no youtube, em uma versão melhorada (imagem melhor). Devo dizer que tem muitas partes boas, como as cenas finais, closes dramáticos e atuações bem contundentes e não tão exageradas, como a protagonista de Nosferatu, em comparação.
Contudo, há várias observações negativas que impedem a apreciação total dessa que é a versão mais fiel à obra de Gaston Leroux. Uma delas é a atuação de Norman Kerry, como Raoul,  o amante que tenta salvar sua prometida das garras do Fantasma da Ópera (Lon Chaney), o homem de cara horrenda, que perambula pelos lugares mais sórdidos e escondidos do submundo da Ópera de Paris. Tendo ou não o personagem, não faria diferença, visto que ele se torna totalmente apagado pelas atuações de Lon Chaney e Mary Philbin (Christine). Esta se mostra uma perfeita vítima, assustada e com medo, porém firme e não tão frágil quanto se espera (a cena em que ela se joga do carro pode comprovar isso). Há também uma direção arrastada de Rupert Julian e Lon Chaney, que nos faz sentir que, ao invés de quase 2h de filme, tenha quase o  dobro.
As partes boas são definitivamente os cenários lúgubres e  funestos, misturados com as luxuosas instalações da Ópera, juntamente com a caracterização de Lon Chaney, que eterniza uma das mais horrendas performances de Fantasma da Ópera da história do cinema (diferentemente da sexy versão de 2004, protagonizada por Gérard Butler). Não posso deixar de comparar sua atuação com o personagem Nosferatu (Max Schreck), que da mesma forma, eternizou este horrenda criatura que vive sob as sombras.

3 estrelas para ele, novamente dizendo que esta avaliação pode estar prejudicada. Mas não chegaria a 5 estrelas nem com a versão boa. 


EUA/ P&B/Cor (Technicolor de duas cores)/ 93 min
Direção: Rupert Julian, Lon Chaney
Produção: Carl Laemmle
Roteiro: Gaston Leroux
Fotografia: Milton Bridenbecker, Virgil Miller, Charles Van Enger
Música: Gustav Hinrichs (versão de 1925); David Broekman, Sam Perry,
William Schiller (versão de 1929)

Elenco:
Lon Chaney
Mary Philbin
Norman Kerry
Arthur Edmund
Carewe
Gibson Gowland
John St. Polis
Snitz Edwards


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

25


Sete Oportunidades (Seven Chances) – 1925

Este filme é muito gostoso de assistir. Não como Sherlock Jr, pois as risadas são mais escassas, mas é uma comédia razoável, boa para passar 1h assistindo, que é seu tempo de duração. Inicialmente, temos Buster Keaton tentando se declarar a sua amada. Depois, o filme toma outro rumo, e mesmo que saibamos o que irá acontecer no fim, Keaton nos dá cenas divertidíssimas, e algumas risadas garantidas.
A cena das pedras rolando ladeira abaixo e a das noivas em massa percorrendo as ruas atrás do rico marido são as melhores. Tudo isso embasando um roteiro onde o personagem de Keaton tem sete chances de se casar até às 19h de seu 27º aniversário, e aqui vê-se uma leve brincadeira com o número 7, no filme. Ressalto a cena em que ele se joga na água, e quando as noivas entram no rio a nado para continuar a perseguição. Keaton mostra toda sua habilidade em velocidade nessa película, que particularmente, é muito melhor que muita comédia romântica por aí.
Gosto do modo como ele dirige os filmes, e nesse não foi diferente. Temos movimentação, uma câmera com profundidade e um roteiro bobo, porém agradável.
 

3 estrelas!

EUA/ P&B Technicolor / 60 min.
Direção: Buster Keaton
Produção: Joseph M. Schenck, Buster Keaton
Roteiro: Clyde Bruckman, Jean C. Havez, Joseph A. Mitchell
Fotografia: Byron Houck, Elgin Lessley

Elenco:

Buster Keaton
T. Roy Barnes
Snitz Edwards
Ruth Dwyer
Frances Raymond
Erwin Connelly
Jules Cowles