sábado, 18 de fevereiro de 2012

Off Topic: Filmes recentes

Olá leitores!! Como eu estava longe do cinema há algum tempo, recentemente fui a 4 sessões em menos de duas semanas!

Então, posto aqui minhas impressões para vocês!


O Artista

O favorito entre os prêmios do Oscar, não sabia como um diretor podia ser tão brilhante ao ponto de fazer um filme mudo e preto e branco, nos dias atuais e, ainda, ser um dos melhores filmes da atualidade. Pois foi o que Michel Hazanavicius fez, e o fez de maneira magistral.
O filme retrata o fim da era dos grandes filmes mudos e a transição para o filme falado, de 1927 a 1929. George Valentin é o ator mais consagrado desses filmes, e adorado por muitas fãs. Uma delas é Peppy Miller, que consegue sair no jornal com ele e começa sua carreira como atriz, dessa forma. Quando os filmes falados começam a surgir e a crise de 1929 se instala, George Valentin se vê esquecido e em crise, apenas com o seu cachorro e fiel mordomo.
O Artista é de uma simplicidade incrível e cativa a todos, de qualquer idade (tanto é que tinha muitos velhinhos saudosistas e jovens retrôs na sessão que eu fui, e todos saíram satisfeitos). Jean Dujardin como o galã dos filmes mudos está incrível, prende os espectadores com seu sorriso à Gene Kelly e bigodinho de época, além de suas expressões de sedução e carisma. Bérénice Bejo não fica atrás como Miller, e tem muitas expressões ótimas, fornecendo uma química excelente entre o casal protagonista, e não é à toa que ambos foram indicados, juntamente com o a indicação de melhor filme. Até o cachorro faz um ótimo trabalho nessa película.
Sendo um filme tão harmonioso, impossível não atrair a atenção, ainda mais com a fotografia e esse espetáculo de trilha sonora. O desfecho é muito bom; enfim, gostei de tudo e, mais ainda, de tê-lo assistido no cinema. Acho que vai ser o queridinho da vez no Oscar (o cachorrinho bem que gostaria!)




Avaliação: EXCELENTE

Trailer



Cavalo de Guerra

Mais um filme de Steven Spielberg que não decepciona. Cavalo de Guerra é um filme sobre a amizade entre um cavalo e um jovem, que o treina desde novo, até que, estourando a 1ª Guerra Mundial, o pai do dono do cavalo, em crise financeira, decide vendê-lo ao exército, e a partir daí o filme se desenvolve. O filme tem uma fotografia maravilhosa, que é marca registrada de Spielbelg, e uma trilha sonora igualmente magnífica, fazendo a história, meio banal e clichê, tornar-se mais do que um mero filme sessão da tarde.
Claro, à primeira vista, o filme é bem bobo, mas os efeitos e o modo como o cavalo dá vida às cenas, e todas as pessoas por quem ele passa, vale o ingresso, além dos motivos supracitados. Não diria, entretanto, que mereça uma indicação a melhor filme, porque existem outros superiores. A academia fez uma homenagem para o Spielberg indicando-o nessa categoria, mas ele teria mais chance em melhor diretor. No restante, concordo com as indicações para o filme. Enfim, o fato é que ele deve ser assistido, até porque Spielberg ás vezes derrapa e às vezes acerta, e nesse filme ele acertou.
Sempre sou suspeita para falar de filmes de animais que, quando bem feitos, geram a minha simpatia automática, mas acredite: é um bom filme.
O legal é que os dois cavalos, em alguns takes, são robôs, e as cenas com eles ficaram perfeitas!

Avaliação: BOM

Trailer



J. Edgar

Esse foi um tiro às cegas que deu muito certo. Não sabia nada do filme, só que era com o Leonardo diCaprio e que era a próxima sessão, e, como eu estava ali, pareceu-me propício assisti-lo. Clint Eastwood mostra que pode dar um lado humanístico até nas figuras mais importantes da história dos Estados Unidos, como o nome do títuto, o homem que fez o Federal Bureau of Investigation, o FBI, ser o que ele é hoje. Além, é claro, da fotografia e figurino, que são lindos e só acrescentam ao filme. A trilha sonora deixou bastante a desejar, mas mesmo assim não estraga essa bela obra.
Leonardo diCaprio, arrisco dizer, fez a melhor interpretação da sua carreira como Edgar Hoover. Intenso e envolvente são palavras que podem descrever seu personagem. Além dele, temos uma atuação igualmente importante de Armie Hammer, como o vice de Edgar, Clyde Tolson (que não perde espaço em cena em nenhum momento). O filme, para quem não tem a mínima noção do que se trata, é de difícil compreensão no início, mas depois, o desenrolar é muito interessante e prende totalmente o espectador. Quer dizer, alguns espectadores, porque nos dias de hoje, se um filme tem mais de 1h30, algumas pessoas se chateiam e entram no facebook. Sim, eu presenciei isso e fiquei furiosa.
Porém, é um filme que recomendo porque é humano. Eastwood nos fornece um filme explicativo e nos faz sentir junto com os personagens. Alguns erros de cálculo quanto à maquiagem de Tolson podem ser vistos, mas no todo, diria que é um bom filme.

Avaliação: BOM
  
Trailer


A Bela e a Fera 3D

Durante toda a minha infância, esse é de longe o meu filme preferido da Disney, e ter a oportunidade de vê-lo no cinema é simplesmente indescritível. Não precisava nem ter o 3D, só o fato de tê-lo ali, na minha frente, naquela tela imensa, já seria o suficiente. Senti-me criança novamente, e confesso, deixei algumas lágrimas caírem já na primeira música, tamanha a emoção de estar ali, assistindo ao símbolo da minha infância. É claro, o 3D deixou um pouco a desejar, mas eu relevei e cantei todas as músicas mentalmente.
Para quem ainda não teve a oportunidade ou não se interessou muito, A Bela e a Fera conta a história de uma menina do interior que procura algo mais na vida dela. Leitora, ela sonha com príncipes encantados e castelos, até que um dia, seu pai é feito prisioneiro no Castelo da Fera, e ela se oferece para ficar em seu lugar. A Fera, por sua vez, é um príncipe enfeitiçado que precisa do amor verdadeiro para quebrar o feitiço do castelo todo.

Sempre me identifiquei com a Bela pelo fato de, em termos de fisionomia e características (o fato de ela ser leitora, e não ligar para as aparências), ela se parecer comigo (sim, sou daquelas que gostava mais da Suzy do que da Barbie, porque ela era morena de olhos claros). Mas o filme se diferencia dos demais porque o amor vai criando laços aos poucos, e não é nada abrupto, como na Branca de Neve e os Sete Anões que quando vê, um beijinho já conquista. Bela vai além das aparências físicas, e percebe que dentro da fera existe um coração puro e que ela pode compartilhar um amor.
Esse filme me deixa boba, não liguem.

P.S: Mães que não sabem educar seus filhos, eu peço: NÃO OS LEVEM NO CINEMA.
Sério, é muito desagradável a mãe achar que está no sofá da sala e ficar conversando com a criança chorona na poltrona do teu lado. Apesar disso, ignorei tudo e curti o desenho

Avaliação: EXCELENTE EM TODOS OS SENTIDOS

Vídeo - Sentimentos




Esses foram, basicamente, os últimos filmes que assisti no cinema. Foi uma safra bem boa (:

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

29


O Grande Desfile (The Big Parade) – 1925



Mais uma grande produção na lista. Baseado em uma história de Laurence Stallings, King Vidor, juntamente com o produtor Irving Thalberg, presenteia os espectadores com essa maravilhosa película, com pitadas de ação e romance. A fotografia, juntamente com a música, fazem o filme ser gostoso de assistir, e ser considerado uma das pérolas do fim da era do cinema mudo, além de, claro, ter sido um tremendo sucesso na época.
John Gilbert e Renée Adorée formam o casal protagonista Jimmy e Melisande, que em meio aos preparativos da guerra acabam se apaixonando, sem ao menos conseguirem comunicar-se direito (ela era francesa e ele americano). Jimmy, filhinho de papai rico e sem perspectivas de futuro, decide se alistar por causa de sua noiva, Justyn, e acaba conhecendo Melisande, e fazendo grandes amizades no exército. Os destaques principais desse filme são as cenas grandiosas do exército, e as filmagens dos aviões, também sensacionais. O desfecho é bastante diferente, mas não ao ponto de não ser previsível. As cenas cômicas intercalando com cenas de desespero estiveram na medida certa, e o filme, no todo, não deixou a desejar em nenhum momento.
A química dos protagonistas é tocante, e os amigos de Jimmy fazem o filme ficar mais divertido e emocionante, ao mesmo tempo. Vale a pena ver antes de morrer, mas não é, de fato, um filme fora dos padrões existentes no mercado de hoje. É um daqueles filmes bonitos e com cenas excepcionais, mas que te deixa claro o que irá acontecer.
 

4 estrelas!


EUA/ Mudo P&B (seqüências colorizadas)/ 141min.
Direção: King Vidor
Produção: Irving Thalberg
Roteiro: Harry Behn, Joseph Farnham
Fotografia: John Arnold
Música: William Axt, Maurice Baron, David Mendoza

Elenco:

John Gilbert
Renée Adorée
Hobart Bosworth
Claire McDowell
Claire Adams
Robert Ober
Tom O'Brien
Karl Dane
Rosita Marstini
George Beranger
Frank Currier

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

28


Em Busca do Ouro (The Gold Rush) – 1925


 Finalmente chegamos a um denominador comum entre todos. Qualquer cinéfilo que se preze sabe quem foi Charles Chaplin e conhece sua obra mais famosa, ou de maior repercussão, que é “Tempos Modernos” (mesmo que não tenha visto, de fato). Todavia, nem todos conhecem os outros trabalhos desse grande ator e cineasta, que apesar de uma vida conturbada, fazia do seu trabalho uma verdadeira obra de arte.

Começando com o primeiro das 4 aparições dele no livro, Em Busca do Ouro faz alusão à vida dos garimpeiros de Klondike, Alasca, na corrida do ouro de 1896-1898, que muitas vezes perdiam suas vidas justamente por causa do título do filme. Charles Chaplin faz um excelente trabalho aqui, como um dos garimpeiros que enfrentam nevascas e fome, além de possíveis ursos que podiam aparecer. Nesse cenário inóspito e árido, Chaplin utiliza um humor leve e suave, e mostra que esses dois elementos antagônicos podem andar em harmonia. Há várias cenas antológicas que faz desse filme um dos queridinhos de sua carreira, como a dança dos garfos e pães e a cena da casa no penhasco, onde vemos uma montagem impressionante por parte de Chaplin, que era exigente (isso pode ser visto na própria atuação dele). E deu tão certo que não sabemos distinguir quando é maquete e quando é um tamanho real, tamanho perfeccionismo.
Além dessas cenas, temos a da galinha, onde Big Jim delira de fome e vê em Chaplin uma comida em potencial. Através dessa cena, é possível perceber a montagem fantástica para 1925, e claro, a perfeita representação de galináceo por parte de Chaplin. Há, também, a cena inicial, onde 600 figurantes aparecem enfileirados para fazer os garimpeiros; Chaplin, porém, não é o único que sustenta o filme, apesar de ser o principal a fazê-lo. Temos uma atuação ótima de Geogia Hale, que foi substituta de Lita Grey, quando esta aos 16 anos ficou grávida e casou com Chaplin, e principalmente de Mack Swain, interpretando Big Jim.
É um filme muito gostoso de assistir, e Chaplin declarou diversas vezes ao longo da vida que queria ser lembrado por essa obra. Vale a pena dar uma conferida, ainda mais a restauração de 1940, que é toda narrada e deu ao filme uma melhor compreensão e  um ritmo mais constante.

4 estrelas.


EUA/ Mudo P&B/ 72 min.
Direção: Charles Chaplin
Produção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin
Fotografia: Roland Totheroh
Música: Max Terr (versão de 1942)

Elenco:
Charles Chaplin
Mack Swaln
Tom Murray
Henry Bergman
Malcom Waite
Georgia Hale

Post das novidades

Olá pessoal! (:

Faz tempo que não posto nada além de resenhas por aqui, então tá na hora de quebrar o gelo!

Aos que me seguem há algum tempo e mesmo aqueles que recentemente acharam meu blog, estou agora participando do grupo de blogs de Cinema Clássico, convite da Carla. Obrigada!
Agora postarei outras coisas além de resenhas, pois tem posts coletivos em determinados dias da semana.

Quando ao Oscar, nesse ano não fiz a postagem. Aliás, não pude ver o Oscar porque estava na praia :(

E as postagens referentes aos filmes atuais que vi sairão em breve, conforme eu for escrevendo.

Queria comentar um pouquinho do acesso no blog. Ali no campo direito tem várias páginas, e acho interessante explicar cada uma.

O índice das postagens serve para um acesso mais rápido a um filme que vocês queiram ler a resenha. Lá tem um link pra cada postagem e vai redirecionar vocês pra uma nova página. É bem simples e mais fácil, porque não nomeio no título. Ficar catando no arquivo deve ser um saco D:

Também explico um pouco do projeto maluco e um pouco de mim, logo abaixo dessa página.

E agora aonde eu queria chegar: O gato preto de biblioteca! 
Esse é meu segundo blog, mas especialmente voltado para literatura. Lá estou em outro projeto chamado Desafio Literário, que ocorre todo ano, mas que só soube no final do ano passado. Faço resenhas de livros também, e o sistema é basicamente parecido com este blog, sistema de estrelas :) Mas lá não estou em projeto solo, mas competindo com centenas de pessoas, é muito legal! Também, em outubro, acontece o Meme Literário nesse blog, da Happy Batatinha, que são uma sequência de perguntas para responder todo dia. 

Bom pessoal, é só isso. Obrigada pelos comentários e pelo apoio que recebi recentemente. Estava me sentido sozinha nessa empreitada, mas agora que entrei pro grupo de cinema clássico e recebi vários feedbacks legais, me deu mais vontade de continuar.
Agradeço de verdade!

Caso não dê para finalizar o projeto no tempo, penso em transformar esse blog num voltado pra filmes em geral, e essa é a ideia desde o início. Mas vamos com calma, vou esperar o contador acabar paraver isso melhor. Amanhã tem postagem do filme 28 - Em Busca do Ouro!