Mostrando postagens com marcador 2 estrelas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2 estrelas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de abril de 2012

34


Outubro (Oktyabr) – 1927

Mais um épico do Diretor Eisenstein, que conta outro episódio de batalha Russa. Dessa vez, Eisenstein realiza um filme contando a história da batalha Bolcheviche, que passou da derrocada do Governo provisório para as primeiras vitórias de Lênin, e daqueles que o seguiam.
 Mais uma vez, Eisenstein mostra que é o gênio da montagem e edição, e trabalha muito bem com um grande número de pessoas; senti, entretanto, que esse filme foi bem mais arrastado do que os demais produzidos por ele, e que se não fosse por duas cenas, mais o advento do som introduzido por seu colega Grigori Alexsandrov, o filme teria sido impossível de ser assistido. Cenas como um cavalo morto e a estátua do czar sendo destruída estão as que merecem destaque, mas metade do filme é comprometido por uma história que talvez só quem viveu a revolução ou teve algum contato com ela, ou ainda, tenha estudado, pôde compreender. Talvez a intenção do diretor era que o espectador tirasse suas próprias conclusões, mas, para dizer a verdade, não consegui concluir muita coisa.

Logo que vi o terceiro filme de Eisenstein na lista, percebi que seria mais um desafio, e a cada novo filme, uma estrela cai, e nesse não será diferente. Darei duas estrelas pela técnica impecável, mas, particularmente, senti que faltou alma ao filme. Eisenstein foi convidado para fazer este filme que seria para a comemoração do 10º aniversário da vitória bolcheviche. E, como o próprio crítico menciona no livro: “Como ferramenta didática, uma maneira de "explicar" a revolução para as massas do país e do exterior, o filme é simplesmente ineficaz. Para muitos espectadores, suportar a projeção é um verdadeiro suplício.” Precisei mencionar essa frase, pois, realmente, o foi para mim, que até dormi no meio da projeção (vou ser xingada por isso haha).

O filme tinha muito potencial, mas senti que foi desperdiçado. Também gostaria de ver Eisenstein produzindo outros tipos de filme, pois acho que ele teria êxito, visto que, muitas vezes no filme, há uma mescla entre a arte e a guerra, como esculturas, uma harpa em um vitral e os belos adornos dos prédios.
 


URSS (Sovkino)/ Mudo P&B/ 95 min.
Direção: Crigori Aleksandrov, Sergei M. Eisenstein
Roteiro: Grigori Aleksandrov, Sergei M. Eisenstein
Fotografia: Vladimir Nilsen, Vladimir Popov, Eduard Tisse
Música: Alfredo Antonini, Edmund Meisel

Elenco:

Vladimir Popov
Vasili Nikandrov
Layaschenko
Chibisov
Boris Livanov
Mikholyev
N. Podvoisky
Smelsky         
Eduard Tisse

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

19


La Roue (The Wheel – A Roda) – 1923

Não sei o que dizer sobre esse filme. Talvez o roteiro não tenha ajudado as grandes atuações às quais, paulatinamente, vão sendo desperdiçadas e, por vezes, sendo cansativas nesta película de Abel Gance, que teve seus momentos de glória. O filme conta a história de Sisif e seu filho, Elie, que se apaixonam pela feliz e inocente Norma, uma menina que Sisif salvou de um acidente de locomotiva e que a criou como filha, o que torna tudo mais doentio.
 Severin-Mars, como Sisif, está excelente, e ele é tão convincente que, depois de um tempo, o espectado até esquece o esforço dele em parecer cego. Gabriel de Gravone como Elie, também convence muito, eis que, com ele, sofremos junto, por sua angústia e “mãos atadas”, já que não tem o que fazer sobre sua situação, realmente. A atuação de Ivy Close como Norma foi boa, apesar de ter me dado certa agonia, com seus trejeitos teatrais e por vezes forçados.
Destaque para as cenas inicial e final da primeira parte, onde, respectivamente, temos um acidente de trem espetacular e surreal para 1923 e Sisif em uma sala giratória, em meio aos seus trens e , posteriormente, seguindo em direção ao horizonte em uma trilha de trem; e para a cena intermediária da segunda parte, onde mais uma vez Sisif traz uma emocionante cena em que leva uma cruz um suas costas, cego, com seu cachorro Toby, em um cenário de neve.
Apesar de cenas incríveis como as três citadas, dificilmente esse filme entraria na lista. O exagero de horas para contar uma história simples gera desconforto, e muita sonolência ao longo das 3h40 de filme. Sem contar, é claro, que o filme tinha 9h, mais ou menos. Acho que o abandonaria nas primeiras 2 horas se tivesse que assisti-lo na íntegra. Entretanto, não posso ignorar a direção genial de Abel Gance, que surpreende com flashs de memória e espectros pairando pelas nuvens de fumaça das locomotivas. Um filme notável, mas que peca por uma série de fatores.

2 estrelas


França/ Mudo P&B/ 273 min.
Direção: Abel Gance
Produção: Abel Gance, Charles Pathé
Roteiro: Abel Gance
Fotografia: Gaston Brun, Marc Bujard, Léonce-Henri Burel, Maurice Duverger
Música: Arthur Honegger

Elenco:


Severin-Mars
Ivy Close
Gabriel de Gravone
Pierre Magnier
Gil Clary
Max Maxudian
Georges Térof