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quarta-feira, 16 de março de 2011

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Nosferatu, Uma Sinfonia do Horror (Nosferatu, Eine Simphonie des Grauens) -1922

Vampiro que faz garotas suspirarem e que brilha na luz? Que nada! Mas, é difícil falar de um filme de horror que foi feito em 1922, para pessoas que se assustavam com coisas diferentes das atuais, além de todas as limitações que o equipamento daquela época trazia. Porém, digo que Murnau conseguiu fazê-lo com maestria, além de introduzir diversos mitos vampirescos que até hoje perduram, em obras como Drácula, de 1931 e Nosferatu, de 1979. Isso tudo foi possível graças à grande obra do irlandês Bram Stoker, Drácula, de 1897. O clima lúgubre envolvente, junto com a sinfonia macabra ao fundo fez com que o expressionismo alemão  de Nosferatu se consagrasse no cinema mundial.
 Ênfase no trabalho com as luzes e sombras, nas cenas amplas (destaque para as partes dos navios e da jangada, descendo rio abaixo, além da cena clássica do caixão) e, obviamente, no que com certeza fez Nosferatu ser o que é: Max Schreck, como o Conde Orlok. Sem ele, e sem a direção de Munrau, essa obra passaria despercebida. Schreck atuou de forma tão simples e tão intensa, que dificilmente a caracterização dada por ele ao personagem será esquecida pelos espectadores. Sua cara grotesca, com seus olhos enormes e dentes pontiagudos deram ao filme a pitada perfeita do horror.
Entretanto, devo acrescentar alguns contras que comprometeram o longa e o tornaram deveras cansativo, em algumas passagens. De fato, por ser expressionismo e ser voltado para o teatro, certamente as atuações devem ser exageradas. Mas não tão exageradas, como a da personagem de Greta Schröder, Ellen, que beira o ridículo e dão certo ar cômico ao filme. Há, também, uma perda do foco em Nosferatu, dando abertura para um paralelismo irritante. Não posso,  contudo, comprometer a importância desse filme para a história do cinema.

Curiosidades interessantes é  acerca do sobrenome de Schreck significar, literalmente, “medo”, e que esse filme, por ser uma adaptação livre de Drácula, quase sofrer uma ordem judicial para suas cópias serem destruídas, a mando da viúva do autor, que não autorizou a gravação de Nosferatu.
(minha preferência pelo expressionismo alemão ainda é Dr. Caligari!)

3 estrelas para ele, e acho um exagero ter 2 páginas para esse filme no livro.

Alemanha/ Mudo P&B/ 94min
Direção: F.W. Murnau
Produção:  Enrico Dieckmann  e Albin Grau
Roteiro:  Henrik Galeen
Fotografia: Fritz Arno Wagner  e Günther Krampf

        
Elenco:

Max Schreck - Graf Orlok
Gustav von Wangenheim - Hutter 
Greta Schröder - Ellen Hutter
Alexander Granach - Knock
Georg H. Schnell 
Ruth Landshoff
John Gottowt
Gustav Botz
Max Nemetz
Wolfgang Heinz
Guido Herzfeld
AlbertVenohr
Hardy Von Francois

sábado, 29 de janeiro de 2011

4

Os Vampiros (Les Vampires) - 1915

Fiquei sem palavras depois de ter assistido esse espetáculo de filmagem e atuação. Há tantas coisas boas nesse filme que dificilmente se torna cansativo; devo acrescentar, entretanto, que deve ser visto com calma, já que é dividido em partes. Totalizando 10 episódios segmentados, o filme conta a história de uma gangue de assassinos e ladrões chamada “Vampiros”, que utiliza técnicas de espionagem avançadas (onde vemos um canhão saindo de uma parede, ou passagens secretas em pontos estratégicos do cenário) e realiza assaltos espetaculares.

Musidora (Irma Vep) rouba a cena quando aparece em seus mais diferentes disfarces. Destaque para o simpaticíssimo Marcel Lévesque ( Oscar Mazamette) que cresce até mais que o personagem principal Philippe Guerandé (Edouard Mathé), que a partir do quarto episódio, já se mostra ofuscado pela forma como Mazamette aparece em cena. Isso, todavia, não comprometeu de forma alguma essa obra-prima que tive o prazer de ver antes de morrer. As cenas de dança, de evasão da gangue, dos acossamentos, tudo é genial. Dou ênfase à direção espetacular de Louis Feuillade, que a cada episódio vai crescendo, com cenas de perseguição (principalmente quando Mazamette e Guerandé estão atrás de Irma Vep, numa fuga sobre rodas) e inovações não só na direção, como em um roteiro excepcional. Tudo se encaixa intrinsecamente em cada episódio seguinte ao anterior, e, habilmente, ele fez com que personagens, que pareciam sem importância, tivessem um crescimento na trama. Vale ressaltar que a música também é fundamental para o andamento do filme, assim como a fotografia e que, ambas, dispensam comentários, porque são excelentes.

Considero um grande marco para o cinema ser o que ele é hoje. E lembrando que, em plena 1ª Guerra Mundial, Feuillade foi certeiro na escolha do roteiro. Uma curiosidade interessante é que Musidora era uma acrobata, então era ela mesma quem fazia as cenas de fuga nos telhados.
Segue a lista dos 10 episódios:
A cabeça cortada (The Severed Head)
O anel que mata (The ring that kills)
O Criptograma vermelho (The red codebook)
O espectro (The Spectre)
A fuga do Morto ( Dead man’s escape)
O olhar hipnotizante ( Hypnotic Eyes)
Satanás (Satanás)
O Mestre do Trovão ( The Thunder Master)
O Envenenador (The Poisoner)
Núpcias Sangrentas (The Terrible Wedding)
Meu primeiro 5 estrelas!!
França/ Mudo P&B/ 440 minutos

Direção: Louis Feuillade
Roteiro: Louis Feuillade
Música: Robert Israel

Elenco:
Musidora – Irma Vep
Edouard Mathé – Philippe Guérante
Marcel Lévesque – Oscar Mazamette
Jean Aymé

Fernand Hermann
Stacia Napierkowska