Carruagem Fantasma (Körkarlen) - 1921
Fiquei encantada com essa película. Ela tem um ritmo tão interessante que não cansa, e as falas têm um intervalo de tempo perfeito entre uma cena e outra, fazendo esse mesmo ritmo não se perder. A fotografia lúgubre e nefasta, remetendo sempre ao sobrenatural e ao mistério acerca das almas condenadas numa espécie de Limbo terrestre merece destaque, assim como a montagem espetacular, que é todo no campo espiritual e com flashbacks esporádicos. Usando sem reservas as técnicas de transparência e sobreposição de imagens, Victor Sjöström se lançaria ao mundo com esse filme sueco executado com uma competência magistral . Cenas como a carruagem sobre as ondas do mar, o cocheiro retirando uma alma sob a água, e as tiradas de almas dos corpos foram as precursoras no cinema, elementos nunca vistos até então.A história é sobre a lenda da Carruagem Fantasma, mas o foco é na decadência de David Holm (Sjöström), um homem que viu sua existência desmoronar após uma vida desregrada pelo álcool. Começamos o filme com uma mulher doente, sem entender nada, e então a história se desenrola formidavelmente. A mulher de David o abandona (Hilda Borgström em uma atuação espetacular) e ele se vê cada vez mais no fundo do poço, quando é amparado por irmãs em um abrigo, uma delas a enferma inicial (Astrid Holm também faz uma excelente performance). Reza a lenda que o homem que morrer à meia noite da véspera de ano-novo será o novo cocheiro da carruagem, onde 1 dia terrestre equivale a 100 anos nesse limbo inventado.
Apesar de todos esses enfoques, a história em si é sobre redenção, e sobre como Deus pode interferir em nossas vidas, com um final surpreendente. É um pouco ingênua, pois foi feita há 80 anos, mas continua sendo um “must see”. Parada obrigatória no cinema, vale a pena.
Curiosidade: Fim, em sueco, significa vagabunda em inglês! Haha!
Darei 4 estrelas, mesmo assim.
Suécia/ Mudo P&B/ 93 min
Direção: Victor Sjöström
Produção: Charles Magnusson
Roteiro: Victor Sjöström, baseado no livro de Selma Lagerlöf de 1912, com o mesmo nome
Fotografia: Julius Jaenzon
Elenco:
Victor Sjöström,
Hilda Borgström
Tore Svennberg
Astrid Holm
Concordia Selander
Lisa Lundholm
Tor Weijden
Eimar Axelsson
Olof Ás
Nils Ahrén
Simon Lindstrand
Nils Lithman
John Ekman



oh filme antigão esse ai hein
ResponderExcluironde vc aluga esses filmes hein o.o
n acho locadora pra ver isso,ou vc andou baixando?
se esse é um "must see" então realmente quero ver =p
Olá,
ResponderExcluirGostamos do seu post. Sobre seu link em nossa lateral. Estamos atualizando agora e iremos colocar lá.
Abraços...
Oi Mione! :)
ResponderExcluirAh esta história parece ser realmente idílica. Nunca tinha ouvido falar a respeito. Anotarei e vou procurar. Um dos detalhes que mais me intrigam em trabalhos bem antigos (década de 40 para "baixo") é que existem trabalhos muito atraentes, daqueles que não dão sono mesmo! hehe
Tu já viu "Eu vi o que você fez" com a Joan Crawford? acho bastante envolvente... embora seja dos anos 60 já.
Muito obrigado pela visita ao Cine Freud.
Já é super bem vinda. :D
Eu localizei o teu blog pelo Filmow, lendo os comentários sobre o Cisne Negro. E aceito parceria sim!
Tenha uma ótima semana.
Beijos
Uma obra prima! E convenhamos, pra um filme que influenciou clássicos como Morangos Silvestres e O Sétimo Selo de Ingmar Bergman...
ResponderExcluirSjöström é um dos meus diretores preferidos.