domingo, 13 de março de 2011

Da demora das postagens - Desabafo



Acho importante essa troca com os meus leitores sobre as demoras das postagens, então decidi fazer esse post explicativo.

Como a maioria dos mortais, trabalho e estudo, e raramente tenho tempo para ver um filme, que dirá um filme longo, como alguns antigos da lista. Creio que não concluirei a minha meta de vê-los até o fim de 2012, mas peço que continuem acompanhando, porque apesar disso, o blog se tornou uma válvula de escape pra mim, onde posso fazer as minhas resenhas e fugir um pouco da "loucura" do dia-a-dia. 
Claro, existem os finais de semana para ver os filmes, mas eu mereço umas saidinhas de vez em quando, não é? haha!

Desculpem o post fora do contexto, sei que muitos não vão ler, ou vão achar bobo, mas continuarei postando com a freqüência de uma tartaruga (ou não, depende das minhas provas e trabalhos da faculdade!)
                                             Foi mal! D:

Obrigada gente! :D

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Vencedores do Oscar 2011

Acabou. Os melhores (ou nem tanto) ganharam, e os que não foram tão bem assim ficaram na história de indicações da 83ª edição do Oscar.
Muitas premiações para "A Origem", o que me surpreendeu bastante. Subestimei um grande filme achando que a Academia o faria, e foi um erro.
A apresentação desse ano foi impecável, Anne Hathaway linda em seus mais diversos vestidos e James Franco aparecendo até de vestido rosa, com uma peruca loira!
Muitas premiações óbvias, outras nem tanto. Mas é assim, há 82 anos, não é? haha.

Tenho que pagar uma prenda, é verdade. Disse no post das apostas que se "I See the Light" não ganhasse melhor canção original, eu veria um filme ruim. Aguardo sugestões haha!

Aqui vai a lista dos Vencedores, e os que acertei de alguma forma, sendo primeiro ou segundo palpite


Direção de arte – Alice no País das Maravilhas
Fotografia – A Origem
Atriz Coadjuvante – Melissa Leo "O Vencedor"
Curta de Animação - The Lost Thing
Longa Animado – Toy Story 3
Roteiro adaptado – A  Rede Social
Roteiro original – O Discurso do Rei
Ator coadjuvante – Christian Bale "O vencedor"
Língua estrangeira – In a Better World
Edição de som – A Origem
Mixagem de som - A Origem
Trilha sonora- A Rede Social
Maquiagem – Lobisomem
Melhor figurino – Alice no País das Maravilhas
Documentário em Curta-metragem – Strangers no More
Curta metragem – God of Love
Documentário – Inside Job
Efeitos Visuais – A Origem
Melhor Montagem – Rede Social
Melhor Canção Original – We Belong Together “Toy Story 3”
Melhor Diretor - Tom Hooper "O Discurso do Rei"
Melhor Atriz - Natalie Portman "Cisne Negro"
Melhor Ator - Colin Firth "O Discurso do Rei"
Melhor Filme - O Discurso do Rei

Ano que vem estarei aqui novamente fazendo apostas, mesmo que eu não tenha acertado tantas como imaginei haha!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

12

A Sorridente Madame Beudet ( La Souriante Madame Beudet) – 1922

Não sabia do que se tratava esse média metragem de aproximadamente 40 minutos (apesar de, no livro, estar 54min), até vê-lo, de fato. Surpreendi-me de maneiras distintas: uma pela montagem impecável de Germaine Dulac, com elementos fantasiosos, e o trabalho com o sonho e a realidade além do que se vive. Porém, ressalto que não é um filme para se ver antes de morrer, a não ser que você esteja indo bem a fundo na história do cinema.
Considerado o primeiro marco do cinema feminista e experimental, o roteiro desse filme, por incrível que possa parecer, é estranhamente cansativo, apesar da duração curta. Senti-me assistindo a um capítulo dessas novelas mexicanas, em que a mulher, cansada de sua vida burguesa infeliz, deseja se livrar do marido. É interessante o modo como Dulac retrata a fantasia da monótona madame Beudet, fazendo-a sorrir só em seus sonhos. Como ela vive sonhando, está aí explicado o porquê do título; destaco, todavia, que o roteiro não é dos melhores, com uma história fraca e sem ritmo, “batendo sempre na mesma tecla”, como dizem.
Há vários elementos interessantes para ressaltar, pequenos detalhes que fazem deste filme um marco feminista: mulheres são retratadas, muito sutilmente, como superiores aos maridos, e há vários pontos interessantes, como o marido de uma personagem que escolhe cores de tecido e é omisso à mesma. Outra cena repleta de simbolismo é o vaso, que insistentemente é mexido por ambos moradores da casa, o que revela uma luta  de poderes, ainda que pequena. Germaine Dermoz fez um belo trabalho, assim como Alexandre Arquillière, como o marido de Madame Beudet. Mas, é um filme simplesmente para se ter uma referência histórica, porque definitivamente não é uma grande película a ponto de estar no livro.

Obs: Como foi difícil achar esse filme! Apesar de pequeno, é uma luta para achar uma cópia. E mesmo assim não sei se a minha é a integral.

3 estrelas pela montagem e  por seu valor histórico, e claro, para Dulac.



França/ Mudo P&B/ 54 min (38 na minha cópia!)
Direção: Germaine Dulac
Roteiro: Denys Amiel, André Obey
Fotografia: Maurice Forster, Paul Parguei

Elenco:

Alexandre Arquillière
Germaine Dermoz
Jean d’Yd
Madeleine Guitty

11

Ófãos da Tempestade (Orphans of the Storm) - 1921

Desde que comecei o projeto, nunca pude questionar o talento e a competência de Griffith, que sempre executou suas obras com genialidade e grandeza. Juntamente com Lillian Gish, eles fazem uma dupla implacável, o que é, de fato, admirável. Entretanto, esse filme deixou um pouco a desejar, principalmente pelo roteiro, que é fraco e previsível. Talvez para a época não fosse, mas me senti vendo um filme das Gêmeas Olsen em plena Revolução Francesa.
Lillian e Dorothy Gish, em atuações muito convincentes, são Henriette e Louise Girard, irmãs de criação cujos pais morrem pela Peste, e acabam ficando sozinhas. Louise fica  cega por conta de uma doença, e Henriette se torna seus olhos, e toma a decisão de ir até Paris para curá-la. É lá que elas são separadas, Henriette por aristocratas tiranos e viciados em orgias e Louise por uma família que a usa para conseguir dinheiro. O filme não muda muito daí para frente, mas a fotografia é linda. Por minha cópia estar sem som, acredito que prejudicou muito o andamento. Convenhamos, um filme mudo sem som algum, e tendo mais de duas horas, se torna extremamente cansativo. Mas a história, de certa forma, andou bem, mesmo sem som. As atuações das duas meninas ajudaram bastante, junto com a grandeza dos cenários e a quantidade significativa de figurantes, os quais Griffith trabalha muito bem; todavia, isso não compensa o roteiro, que é enfadonho e clichê.
Não sei, sinceramente, porque esse filme consta na lista, porque não vi nada demais nele, senão os fatores citados acima. Por isso, darei 3 estrelas, porque os contras que comprometem a obra são maiores do que os prós.

EUA / Mudo P&B/ 150min
Direção: D.W. Griffith
Produção: D.W. Griffith
Roteiro: D.W Griffith, baseado na peça “The Two Orphans”, de Eugène Cormon e Adolphe d’Ennery
Fotografia: Paul H. Allen, G.W. Bitzer e Hendrik Sartov
Música: Louis F. Gottschalk, William F. Peters

Elenco

Lillian Gish -  Henriette Girard
Dorothy Gish - Louise Girard
Joseph Schildkraut - Chevalier de Vaudrey
Frank Losee -  Count de Linieres
Katherine Emmet - Countess de Linieres
Morgan Wallace - Marquis de Praille
Lucille La Verne - Mother Frochard
Sheldon Lewis - Jacques Frochard
Frank Puglia - Pierre Frochard
Creighton Hale -  Picard
Leslie King - Jacques-Forget-Not
Monte Blue - Danton
Sidney Herbert - Robespierre
Lee Kohlmar - King Louis XVI
Marcia Harris - Henriette's landlady